Não tem volta, os aplicativos estão cada vez mais inteligentes

Pode ter crise, inflação e até chover canivete, mas as pessoas continuam com os celulares na mão o tempo todo. Algumas usam desde que acordam até quando vão dormir, mas será que estamos realmente utilizando todo o potencial do mundo mobile?

Muitos ainda usam o celular apenas como meio de contato com os amigos (via Facebook, Whatsapp etc), outros usam para acessar a programação da TV, buscar festas na cidade, pedir comida ou encontrar descontos nas proximidades. Mas, osapps estão se tornando inteligentes e, cada vez mais, utilizam sensores e inteligência artificial para facilitar nosso dia a dia.

Dentre os precursores dos smart apps estão: o Easy Taxi, que localiza o taxista mais próximo para atender a uma corrida; o StumbleUpon, que busca conteúdos aleatórios na Internet, a partir das preferências do usuários e o Room Scan, que monta mapas de ambientes em duas dimensões usando apenas a distância entre os cliques.

Na geração seguinte, o Waze, que não apenas traça rotas, mas mostra o melhor caminho considerando trânsito e acidentes; o Guia Bolso, que organiza finanças pessoais automaticamente, a partir de dados coletados das contas bancárias e o IFTTT (If this than that), que permite a programação de ações entre aplicativos diversos (Ex: quando tirar uma foto, guardar no GoogleDrive; quando chegar um e-mail, registrar uma tarefa etc).

Esse “novo poder” tem crescido tanto que hoje já existem aplicativos que suportam negócios inteiros. É o caso do AirBNB, que faz aluguel de imóveis; doIndieGoGo, que viabiliza o financiamento de projetos por pessoas físicas e doPeriscope, que monta seu próprio canal de TV.

Hoje em dia, fazer transações bancárias, assistir a um filme ou aprender um novo idioma já são atividades corriqueiras na vida das pessoas. Isso nos faz lembrar que os celulares são, na verdade, computadores completos, com alta capacidade de processamento, armazenamento, interatividade e, principalmente, com mobilidade.

As empresas estão percebendo essa migração e tem investido fortemente no desenvolvimento mobile, mas, muitas vezes esquecem que fazer apenas o “feijão com arroz” não traz a diferenciação necessária para alcançar o “tão sonhado” destaque no mercado. Tecnologia não se escolhe pelo preço, mais pelo retorno que o investimento pode trazer, esse deve ser o mote.

Quem saberá dizer o que o futuro nos reserva?

Trabalho com tecnologias móveis desde os tempos em que se faziam aplicativos de “agenda de telefones” e acompanhei toda a evolução dos celulares, minha percepção é que os aplicativos do futuro servirão, irremediavelmente,  para integrar o homem e a máquina, nos tornando cada vez mais onipresentes e oniscientes (já que onipotente só Deus mesmo).

Cabe às empresas encontrar meios de utilizar esses “superpoderes” em favor dos negócios, criando novos paradigmas para o consumo sem as velhas restrições geográficas ou burocráticas, uma mudança desse porte requer novas formas de atender aos clientes.

Os usuários de hoje não querem mais clicar em coisas para encontrar o que procuram, querem ser servidos por aplicativos que detectem suas necessidades e isso já é plenamente possível utilizando apenas a tecnologia disponível. O aplicativo que perceba sozinho se estou em casa, se estou com calor ou se acabou o leite da geladeira. Ele que descubra que tipo de música gosto de ouvir, que assuntos me interessam e que presente meu filho quer ganhar de aniversário (de preferência que já faça a compra).

Para que isso se torne realidade, não é preciso apenas aplicativos inteligentes, mas pessoas atualizadas sobre tudo que a tecnologia pode oferecer. Nesse sentido, nada mais coerente que buscar um bom parceiro tecnológico para construir sua estratégia de mobilidade.

Não tem mais volta, os aplicativos mobile estão cada vez mais inteligentes. E você, vai ficar aí parado vendo a caravana passar?