12 pontos de atenção ao desenvolver um aplicativo

Um aplicativo (ou app) é a um software que executa em dispositivos móveis. Embora seja mais popularizado que rote em aparelhos celulares, também pode rodar em relógios, óculos, veículos, equipamentos, enfim, em qualquer coisa que se mova.

Há algum tempo, postei, no blog Gestão de Projetos na Prática, um padrão de gerenciamento de projetos de apps, que mostra como estruturar um projeto (escopo), quais são as premissas e restrições a considerar quais as responsabilidades, riscos mais frequentes e um cronograma de marcos para o projeto.

Hoje, quero aprofundar um pouco mais nos pontos de atenção que um desenvolvedor deve observar ao construir um app:

  1. Objetivo: O que você deseja alcançar com o app? qual o público-alvo?
  2. Rentabilidade: Como você pretende rentabilizar o trabalho realizado para construir o aplicativo? Qual o plano de negócio?
  3. Plataforma: Para escolher a plataforma, é preciso saber quem vai usar o app. Se sua base de usuários for muito maior em Android, por que investir fazendo iOS e Windows Phone?
  4. Framework: Qual o melhor framework para programar nas plataformas que deseja? Se o app for rodar em várias e não fizer uso extensivo de sensores do celular, é mais fácil escolher um framework híbrido baseado em HTML, são mais sustentáveis e fáceis de aprender. Se precisa de sensores, mas ainda assim deseja fazer nativo, por que não usar um framework que compile nativo, tipo o Xamarin? Nativo é para hard users, se você não vai usar funcionalidades especiais, não programe diretamente em Android simplesmente porque é mais fácil para você.
  5. MVP: Vai começar um projeto de 1 ano? Defina o MVP (Minimum Viable Product). Esse conceito, muito bem abordado no livro Lean Startup, mostra que é melhor publicar um produto logo (e melhorar ao longo do tempo) do que publicar um produto perfeito. Se você escolher as funcionalidades mais prioritária para o seu público-alvo, com certeza colocará o produto na rua mais cedo… e mais cedo significa começar a faturar logo.
  6. Dispositivos-alvo: Já sabe quais modelos de celulares são mais utilizados por seu público? São aparelhos high-end para executivos ou low-end para pessoas que trabalham em campo? Normalmente os high-end tem muitas funcionalidades, enquanto os low-end são mais duráveis, tanto fisicamente, quanto em termo de bateria. Quando escolher os devices, como vai testá-los? Você possui todos os equipamentos que precisa ou vai contratar um mobile test cloud?
  7. Restrições: Existe alguma restrição de acesso? de memória? de tempo de processamento? A publicação será aberta ou interna em uma empresa? Isso tudo deve ser levado em conta na hora de definir a arquitetura da solução.
  8. Reuso: Defina sempre componentes reutilizáveis, seja em outras telas do mesmo app, seja em outros projetos. Isso faz muita diferença na produtividade e, naturalmente, no custo.
  9. Retrabalho: Quando estimar o tempo/custo de um app, lembre-se que precisará refazer algumas coisas, que o cliente pode pedir mudanças de layout e de funcionalidades. Jamais faça estimativas otimistas demais, é melhor terminar antes que atrasado.
  10. Aprovação/Publicação: Se o app for desenvolvido para um cliente específico, lembre-se de adicionar tempo para as aprovações, pois, às vezes, demoram bastante. Lembre-se também do processo de publicação nas lojas, pois também podem impactar muito nos projetos.
  11. Analytics: Sempre que fizer um app, coloque analytics. Sem indicadores você não conseguirá saber se ele está sendo utilizado adequadamente ou não. Será que os usuários estão conseguindo finalizar as operações que desejam? Só se sabe através de indicadores.
  12. Revisões: Uma vez que tenha feito o desenvolvimento do MVP, revisado e publicado. Analise os indicadores e sete as próximas fases do projeto. Lembre-se sempre que tempo é dinheiro e que dinheiro não dá em árvore. Busque a forma mais rápida e menos dispendiosa de fazer seu projeto.

Por enquanto é isso, turminha. Comentem sobre seus projetos e dificuldades para que juntos agreguemos mais conhecimentos por aqui.

Abração,

Eli Rodrigues